Iracema
era uma índia morena que nasceu na tribo dos tabajaras, filha do Pajé e virgem
dos lábios de mel considerada a ‘’consagrada’’ ou a que agrada a Tupã, o deus
dos índios. Em uma ida as matas, Iracema encontrou um guerreiro branco chamado
Martim, na qual ela acertou uma flecha em seu rosto e ao perceber que não era
um inimigo, quebrou a flecha e deu a ponta para o homem, indicando a paz. Ela o
levou para sua cabana onde o Pajé foi muito hospitaleiro e ofereceu suas
melhores mulheres para ele. Na próxima manhã, os tabajaras iriam duelar com os
pitiguaras, uma tribo rival. Martim sentia saudade de sua noiva, e Iracema
estava se apaixonando por Martim, mas ao mesmo tempo, Irapuã se apaixonava por
Iracema. Irapuã era o líder dos tabajaras. O irmão de Iracema se chamava Caubi
e iria levar Martim para os pitiguaras antes que Irapuã resolvesse matar
Martim. Iracema, depois de muito sofrer
por ter que deixar seu amor, decidiu que iria fugir com ele e com Poti, o amigo
de Martim durante uma festa. Eles escolheram um lugar para viver afastado de
todos. Martim foi considerado da tribo dos pitiguaras e obteve o nome de: Coatiabo.
Poti e Martim foram convocados para batalhar e
Iracema ficou em seu lar cuidando da casa, enquanto estava grávida, e aos
poucos, ia se entristecendo até chegar o ponto de não aguentar mais. Iracema
teve seu filho e não tinha mais leite para dar a ele porque havia alimentado
filhotes, e seu irmão Caubi decidiu visita-la, mas ela disse para que ele
voltar.
Quando Martim e Poti voltaram para casa,
perceberam sua mulher quase morta mostrando seu filho, chamado de Moacir, e um
último pedido, que fosse enterrada em baixo de um coqueiro onde hoje é o Ceará.
Então, Martim voltou para sua terra com seu filho e após 4 anos, viajou para o
Ceará onde criou a fé cristã.
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