sexta-feira, 31 de maio de 2013

JOÃO VITOR Menezes


Resumo do livro é tarde para saber:

 

Rio de Janeiro, década de 70. A Ditadura Militar está no auge da repressão. É neste cenário que se passa a história de amor de Cássio e Mariana. Ele um estudante de Engenharia de família humilde. Ela filha de um empresário simpatizante do governo. Entre encontros e desencontros marcados por sinais deixados na parede do prédio de Mariana, Josué Guimarães nos faz conhecer sutilmente a cruel realidade a que o país estava exposto. Mariana se vê a cada dia mais distante de seu amado, sem saber ao menos se seu verdadeiro nome é o que ele diz ou o que quer que seja que ele esconde, vive entre ilusões e desilusões de um amor tragicamente marcado pela repressão do Governo Militar

 

 

 

 

Trecho:

- Que houve com o meu amor?

Cássio estava com a mesma roupa de sempre, mas amarrotada e suja, tinha as mãos esfoladas e um pedaço de esparadrapo sem cor amarrado num dedo. Estavam num café de banhista, numa mesa de tampo de mármore negro e rachado, havia algazarra no comprido balcão e um rapaz veio perguntar o que queriam.
- Um guaraná - pediu Cássio sem levantar os olhos.
Ela disse que não queria nada, olhava angustiada para sua cara encovada, queria saber o que acontecera, afinal o que se passara.
- Pelo amor de Deus, houve alguma coisa; cinco dias, seis sem telefonar , sem um olá pelo manos, olhe ai a sua camisa, você está muito machucado?
O garçom voltou com uma garrafa pequena e dois copos, dividiu a bebida da melhor maneira que pôde, Cássio pegou do seu copo, levantou-o a meia altura:
- Ao nosso amor
Mariana fez o mesmo, repetiu o brinde como quem faz uma prece, confessou que se ele se obstinasse a não dizer nada era bem possível que ela começasse a chorar, e logo ali, na frente de toda aquela gente desconhecida; morreria de vergonha.
- Que é isso, Mariana, não houve nada, um acidente - passou a mão ferida pelo cabelos revoltos, sorriu desajeitada - essas coisas acontecem às melhores famílias, o que não é o meu caso, evidentemente.
- Não me parece acidente.
- E que sabe você de acidentes? Há várias formas de acidentes, esta que me aconteceu foi uma. Sabe, um sujeito passou por mim e disse, você está namorando uma menina que não é para o seu bico, porque não procura gente da sua laia, e eu fui pra cima dele e quebrei-lhe a cara e ele me deixou umas marcas pra servirem de testemunhas que briguei por sua causa.
Mariana olhava-o descrente, com ar irônico.
- Está bem não houve nada disso. Digamos que houve uma coisa muito diferente, um velho amigo que de repente faz uma sujeira, chega-se às vias de fato como qualquer moleque de rua, briga-se e aqui está à prova de tudo o que eu digo. Já sei, você não acredita numa palavra do que eu digo.

  

Eu confesso, nunca fui muito fã de livros de bolso apesar de o texto estar sempre na integra, acho que é mais uma questão pessoal mesmo. Enfim, mas quando vi este na prateleira não pude deixar de ler, primeiro pela capa maravilhosa e depois por se tratar da ditadura que é um dos assuntos que mais me fascinam na história do Brasil. Além de tudo isso o que realmente chamou minha atenção é que o autor escreveu e publicou o livro enquanto o Brasil ainda vivia sob os domínios militares, uma tremenda audácia em minha opinião. 

Acho legal destacar também que neste romance Josué Guimarães mostra os dois lado da juventude da época, de um lado Mariana que representa o lado alienado dos jovens de então com sua inocente inconsciência e do outro Cássio estudante, um jovem aventureiro, cheio de audácia e integrante da luta armada (isso não é dito literalmente durante a narrativa).

Emanuelle Fabrin Debiasi


                                 Profissão Jovem             Autora : Marcia Kupstas

Este livro conta varias historias sobre jovens em seus primeiros empregos ou indecisões em suas primeiras carreiras .

Uma das historias conta sobre um garoto chamado Juan ,ele estava com medo de contar para o pai que não queria cursar medicina pois não era o que ele queria , ele chegou à frente do hospital onde seu pai estará (esse hospital era da família há mais de 60 anos , quem o criou foi seu avô), ficou um tempo parado na frente do hospital com medo do que seu pai iria dizer sobre sua decisão , ate que a sombra de um senhor e quando vê era seu avô , ele o chama para tomar um café em uma lancheria dentro do hospital , se sentam em dois bancos vagos há frente do balcão , então o garçom se aproxima e o avô pede uma xícara de café e Juan um refrigerante , enquanto esperavam seus pedidos , Juan fez algumas perguntas ao avô , o garoto perguntou ao avô porque ele quis ser medico , e o avô respondeu por oportunidade , porque naquela época tudo era mais fácil , e o avô aproveitou e contou uma historia sobre um homem que estudou com ele na faculdade , ele era super inteligente se dava bem em todas as cadeiras (da faculdade) que estava , ele poderia ser um ótimo medico , engenheiro ou advogado , só que ele escolheu ser professor de educação física e todos ao seu redor riram dele por sua escolha ; quando o avô terminou de contar a historia Juan começou a defender aquele homem dizendo, que se ele tinha um sonho pelo menos ele lutou pelo sonho dele e não foi influenciado por ninguém , quando ele terminou de falar isso contou toda verdade para avô , e o avô disse que o pai dele ia “matar” mas iria passar e também disse não tinha problema pois nem ele era mais medico pois era mais de 10 anos que não entrava em um consultório para atender , e que ficou cuidando mais da parte da publicidade do hospital, e então Juan se levantou de onde estava para contar sua decisão ao seu pai.

E tem também outra historia que conta sobre uma menina que queria muito ter um emprego para ter seu dinheirinho extra além da mesada e também porque tinha uma menina que ela odiava que ficava se exibido porque tinha um emprego em uma loja de grife chamada Dirce Modas ,então em uma tarde ensolarada ela resolveu ir ao shopping procurar um emprego ,chegando La foi a uma sorveteria e lá ela enxergou uma placa dizendo “precisamos de atendentes’’ , ela queria pegar aquele emprego mas foi ver se tinha emprego na loja de grife onde sua “amiga” trabalhava chegando lá começou a olhar a as roupas e viu que não tinha nada de grife e sim era roupas para pessoas mais gordinhas , ela saiu de lá da loja rindo muito , e depois foi lá naquela sorveteria fez a entrevista e conseguiu o emprego .

Marco Antônio


Nome do livro: No fundo do quintal

Nome do autor: Menalton Braff

Uma família pequena, o casal e dois filhos, chegam de mudanças para uma cidade no interior. Eugênio e Fernanda logo descobrem algo muito interessante pra fazer, abrir no grande quintal da casa uma trilha que vai conduzir à cabana que planejam construir lá no fundo. De repente a picareta dá um tranco e eles descobrem que ali existe um poço, Eugênio e Fernanda olham pra ver o que tem dentro deste posso e descobrem que neste poço tem dois sacos pretos cheios de livros que falavam sobre a história e geografia do Brasil. Já descobriram o mistério de o que tinha lá e tinham que descobrir o segundo mistério que é quem e porque enterraram os livros lá. Então Eugênio e Fernanda foram ir as buscar da resposta desse mistério. Eugênio vê que aqueles livros pertenciam a Laurindo, então ele quer ir lá descobrir quem era ele. Ele vai à casa de Beatriz que estuda em seu colégio e é a garota que ele se apaixona e pergunta para o pai dela se ele conhece o Laurindo, mas o pai de Beatriz não chegou a conhecê-lo então disse a Eugênio para ele ir até a casa do velho Anastácio que mora lá a mais. Anastácio diz que Laurindo morava ali com sua esposa, era velho e eles se falavam pouco até que um dia passou um carro e o levou e nunca mais apareceu.

Thiago Carvalho


A história de Fernão Capelo Gaivota

 

Em um dia de sol, com um mar calmo, amanhecia um novo dia. Sozinho, longe da costa, Fernão Capelo Gaivota treinava, baixava os pés, levantava o bico e tentava manter suas asas em uma curva, que fazia voar devagar, fechou os olhos para se concentrar melhor, segurou a respiração, mas se atrapalhou e caiu.  As gaivotas nunca se atrapalham, nunca caem, isso seria uma desgraça para elas, mas sem se intimidar Fernão Capelo Gaivota tentou fazer sua curva, mas novamente atrapalhou-se.

Fernão nos dias seguintes tentou ser como as outras gaivotas, mas não conseguiu. Começou a treinar a velocidade, dez vezes tentou e dez vezes conseguiu chegar a 120 quilômetros por hora, mas sempre acabava atrapalhando-se e caindo na água. A partir daquele momento ele se prometeu que seria uma gaivota normal, como as outras. Veio à noite e duas gaivotas encontraram Fernão sozinho, pelo céu, ele quis fazer um teste então diminuiu a velocidade, quase parando no ar, deslizando lentamente, as duas gaivotas deslizaram também, elas sabiam voar devagar, então Fernão pergunto quem eram elas, e elas responderam que eram de seu bando e também suas irmãs, elas explicaram que ele já tinha aprendido muito, e que elas iriam ensiná-lo ainda mais, então ele começou a voar com elas.

Fernão começou a notar que tinha melhorado o seu vôo, e onde estava às gaivotas pensavam como ele.  Pela noite, as gaivotas que não treinavam seus vôos noturnos, juntaram-se na praia, Fernão criou coragem e foi falar com a gaivota mais velha, seu nome era Chiang, mesmo sendo velho, era o que batia qualquer gaivota do bando, então conversaram, e Fernão tratou de começar a treinar com o velho Chiang.

Os dias começaram a se passar e Fernão pensava na terra de onde ele veio quanto mais ele treinava os seus exercícios, mais ele tinha vontade de regressar a terra.

Fernão volta para seu antigo bando, para compartilhar suas experiências e descobertas, começou a ser instrutor. Fernão então começou a trabalhar com seu novo aluno. Mas logo já estava com seis gaivotas.
Fernão acabou morrendo, e um de seus alunos, Francisco Gaivota, virou instrutor.

Helena Vedoy Silveira


Livro de José de Alencar

Nome: TIL

 

 

      Besita era uma moça bem pobre, a mais linda da região. Luis Galvão (fazendeiro) e João (órfão e criado) gostavam dela. Ela acabou se apaixonando por Luis, mas ele decide não se casar com Besita por ela ser bem pobre.

      O pai dela começa a pressionar Besita, ela acaba se casando com Ribeiro, que no dia das núpcias decide sair de viagem para resolver problemas de família. Ele fica anos afastado de Besita, nesse tempo Luis se encontra com ela, Besita pensa que era seu marido, tempinho depois por consequência nasce Berta.

       Num dia Ribeiro, volta da longa viagem e encontra Besita com uma filha; de tanta raiva que ele fica, acaba matando Besita e quase também Berta; mas Jão salva a vida da criança, mas não consegue salvar Besita. Berta fica depois morando com ele, Tudinha e seu filho Miguel. Jão depois de um tempo vira o capanga dos ricos da região, ele começa a matar e começa a ser chamado de o temido Jão Fera. Mais ou menos 15 anos depois; Ribeiro retorna a fazenda irreconhecível até com outro nome (Barroso), ele volta decidido a se vingar de Luis. Ele contrata o próprio Jão que não o reconhece, para matar Luis; mas Berta descobre e salva a vida de Luis.

      Na segunda tentativa, Ribeiro com a ajuda de outros escravos, incendeia o canavial; Luis apavorado tenta sozinho apagar o fogo, ma enquanto tentava alguém lhe acerta uma pancada na cabeça; Jão chega e mata todos os caras menos Ribeiro.

      Depois de um tempo Jão é preso, quando Ribeiro fica sabendo planeja outra vingança só que agora contra Berta. Quando ele se aproxima dela, quando ele quase encosta ela chega Jão que recém tinha fugido da prisão, Jão mata violentamente Ribeiro. Brás era sobrinho de Luis (ele tinha problemas mentais), Este leva Berta para ver o ocorrido. Ela apavorada foge; quando Jão fica sabendo que Berta o odiava ele decide se entregar para a polícia.

      Brás, mesmo com problema mentais se apaixona por Berta, mas não por ele. Ela o ensina o abecedário, mas a única coisa que ele grava é a palavra "TIL", então em meio à circunstância Berta se autonomeia de "TIL" ela a partir daí começa encontrar várias maneiras para ensinar o Brás. Com o tempo Berta questiona Luis sobre sua verdadeira história, ele não fala. Jão foge de novo da prisão e conta toda a verdade para a Berta; ela chora muito e acaba dizendo que em todos os anos o verdadeiro pai que ela teve foi o Jão. Luis pede para Berta morar com ele, ela recusa e fica morando na fazenda com Jão Fera e o querido Brás.

Gabi Mattos


Iracema:

 

Iracema era uma índia morena que nasceu na tribo dos tabajaras, filha do Pajé e virgem dos lábios de mel considerada a ‘’consagrada’’ ou a que agrada a Tupã, o deus dos índios. Em uma ida as matas, Iracema encontrou um guerreiro branco chamado Martim, na qual ela acertou uma flecha em seu rosto e ao perceber que não era um inimigo, quebrou a flecha e deu a ponta para o homem, indicando a paz. Ela o levou para sua cabana onde o Pajé foi muito hospitaleiro e ofereceu suas melhores mulheres para ele. Na próxima manhã, os tabajaras iriam duelar com os pitiguaras, uma tribo rival. Martim sentia saudade de sua noiva, e Iracema estava se apaixonando por Martim, mas ao mesmo tempo, Irapuã se apaixonava por Iracema. Irapuã era o líder dos tabajaras. O irmão de Iracema se chamava Caubi e iria levar Martim para os pitiguaras antes que Irapuã resolvesse matar Martim.  Iracema, depois de muito sofrer por ter que deixar seu amor, decidiu que iria fugir com ele e com Poti, o amigo de Martim durante uma festa. Eles escolheram um lugar para viver afastado de todos. Martim foi considerado da tribo dos pitiguaras e obteve o nome de: Coatiabo.

Poti e Martim foram convocados para batalhar e Iracema ficou em seu lar cuidando da casa, enquanto estava grávida, e aos poucos, ia se entristecendo até chegar o ponto de não aguentar mais. Iracema teve seu filho e não tinha mais leite para dar a ele porque havia alimentado filhotes, e seu irmão Caubi decidiu visita-la, mas ela disse para que ele voltar.

Quando Martim e Poti voltaram para casa, perceberam sua mulher quase morta mostrando seu filho, chamado de Moacir, e um último pedido, que fosse enterrada em baixo de um coqueiro onde hoje é o Ceará. Então, Martim voltou para sua terra com seu filho e após 4 anos, viajou para o Ceará onde criou a fé cristã.

Ellen Almeida


Diário inventado

 

Flávia Savary

 

O diário inventado de Flavia Savary conta a historia de uma menina de 12 anos que se chamava Caroline que de tantos presentes ganhados em seu aniversario o que mais chamou a atenção da mesma foi um diário de couro vermelho com uma grande fivela na frente que especialmente ganhado pela a sua madrinha Yasmim Diáfama. Caroline adorou presente em que sua madrinha deu-lha, pois nunca tinha ganhado um diário na vida já estava ansiosa para escrever a sua primeira frase um papel em branco, só que em fim Caroline não coloca  em seu diário coisas como: shopping, brigas com o irmão caçula, paqueras ou filmes favoritos, a menina só colocava coisas de mil e uma noites.

Caroline escreve em seu diário uma louca história sobre “a mulher que tinha serpentes em sua cabeça” a história que a menina é estranha, mais quem todo seu diário Caroline conta historias estranhas que  vem da sua  cabeça e essa não foi uma das diferentes.Essa mulher tinha mais ou menos cinco serpentes carnívoras que comiam gente elas não tinham cabeças de cobra ,tinham cabeças de humanos e quem passasse na frente delas seria azarado ou azarada,a mulher se chamava Medenusa, a sua roupa favorita era um vestido azul e seu colar com a mesma cor,e nesse colar concentravam-se seus poderes mágicos.

Madenusa era feiticeira mais conhecida da época, ninguém poderia supor que, antes de se tornar uma bruxa assustadora, ela fora uma linda princesa.

Eduardo M. Siqueira


A história de Davi

Davi, filho de Jessé, era pastor das ovelhas de seu pai e o mais novo de seus irmãos, ele era um jovem muito temente a Deus e fazia o que agradava a Ele, por isso era muito especial. E sua história muda totalmente quando certa vez o profeta Samuel vem à casa de seu para lá ungir o novo rei de Israel, pois Saul não estava mais agradando a Deus, e o escolhido para ser ungido o novo rei foi Davi e a partir daí a sua vida muda totalmente.

Havia uma guerra em Israel entre israelitas e filisteus, e entre os filisteus havia um gigante chamado Golias, e nenhum israelita tinha coragem de enfrentá-lo, a guerra se prolongava e Jessé estava preocupado com seus filhos que estavam na guerra então mandou Davi, que não foi para a guerra, para levar alimento a seus irmãos, e chegando lá vê Golias provocando os israelitas e não admite aquilo e vai tomar uma iniciativa, mas o rei Saul vendo que Davi era muito jovem tentas emprestam-lo sua armadura para ele assim enfrentar o gigante, mas ele recusa a armadura e vai enfrentar o gigante.

O gigante quando vê o menino se aproximando dele o menospreza e o ofende, pois vê Davi chegando perto dele apenas com uma funda e algumas pedras, e nesse momento ninguém acreditava que o menino conseguiria derrotar o gigante, mas Davi acreditava que Deus o ajudaria a vencer, e isso foi o que aconteceu, pois Davi lançou uma pedra bem na testa do gigante Golias e o matou, e depois da derrota do gigante os israelitas tiveram coragem e derrotaram os filisteus, e depois daquele dia Davi ficou conhecido em toda Israel, e despertou muita admiração e também ódio por parte de Saul, pois ele não queria que Davi roubasse seu trono.

Durante o resto de sua história Davi teve que passar por várias situações difíceis, como o ódio de Saul, mas Deus sempre estava o seu lado o protegendo até a sua chegada ao trono, e depois de muito tempo ele chegou lá.

Durante seu tempo como rei ele também passou por várias situações difíceis inclusive pecou o que mais tarde lhe custou algumas coisas, mas ele teve seu arrependimento e mudou, mas nunca deixou de ser um homem temente a Deus e segundo o coração dele, e por isso foi um rei muito importante para Israel e o maior que o país já teve.

Caroline Severo Vargas

Criado por uma negra doceira, Paulo Honório foi um menino órfão que guiava um cego e vendia cocadas durante a infância para conseguir algum dinheiro. Depois começou a trabalhar duro na roça até os dezoito anos. Nessa época ele esfaqueia um homem que se envolve com a primeira namorada de Paulo Honório. Então é preso e durante esse período aprende a ler usando a bíblia. Ele passa somente a pensar em juntar dinheiro. Saindo da prisão, Paulo Honório pega emprestado com um agiota uma quantia em dinheiro e começa a negociar pelo sertão. Após conseguir juntar algumas economias, retorna a sua terra natal, Viçosa, com o desejo de adquirir a fazenda São Bernardo, onde tinha trabalhado. Para tanto, Paulo Honório inicia uma amizade falsa com Luís Padilha, herdeiro de São Bernardo. Luís era um moço apaixonado por jogo, mulheres e bebida, e aos poucos Paulo consegue conquistar a confiança dele. Inexperiente, Luís Padilha começa a financiar projetos que não trarão sucesso incentivado por Paulo Honório, que fazia tudo isso com a intenção de fazer Luís Padilha ficar falido. Luis não tendo como pagar as dívidas da fazenda, para quitá-la, Paulo o fez entregar as terras de São Bernardo a ele. Com a ajuda de seu amigo Casimiro Lopes, Paulo Honório manda matar Mendonça, fazendeiro vizinho, e consegue aumentar as terras de São Bernardo. Paulo Honório constrói estradas e passa a se dedicar cada vez mais ao trabalho. Para conseguir isso, ele comete as maiores injustiças. Seus ajudantes são: Gondim, o jornalista local; o padre Silvestre; e o advogado Nogueira, que manipula os políticos locais. Com a fazenda em ótima situação, Paulo Honório contrata Ribeiro para cuidar das contabilidades, contrata Luís Padilha como professor e constrói uma escola para alfabetizar os empregados e agradar ao governador do Alagoas. Além disso, manda buscar a negra doceira (Margarida), arranjando moradia para ela na São Bernardo. Um dia Paulo Honório percebe que precisa de um herdeiro para suas ricas terras e por conta disso resolve se casar. Então, um dia conhece a professora Madalena na casa do juiz Magalhães. Paulo Honório e Madalena se casam. Após o casamento a moça e sua tia Glória mudam-se para a fazenda e o rico fazendeiro vai percebendo que a rotina na São Bernardo começa a mudar. Madalena se interessa pela vida dos empregados e dá opiniões sobre as condições precárias na qual vivem estes. Paulo Honório, que imaginava Madalena como uma mulher frágil, incomoda-se profundamente com o comportamento da moça. Não conseguindo dominar a mulher como controlava todos, Paulo Honório se torna cada vez mais agressivo com todos e revela um ciúmes excessivo. Mesmo o nascimento do filho não ameniza o ciúmes que sente de Madalena e suas desconfianças de traição. No dia seguinte Paulo Honório vê a esposa muito abatida escrevendo uma carta para Azevedo Gondim e novamente se descontrola exigindo explicações. Ela então rasga a carta e o chama de assassino. E assim Paulo Honório vai ficando cada vez mais paranóico em relação à suposta infidelidade da mulher. Enquanto isso, Madalena sofria e sua solidão só aumentava, sentindo-se humilhada. Por fim, perde o interesse pelo próprio filho, que não era amado pelos pais e vivia solto na fazenda. Um dia lá da fazenda Paulo Honório vê Madalena escrevendo. Então percebe uma folha no chão. Lendo e relendo o trecho escrito, Paulo Honório tem certeza que é uma carta endereçada para um homem. Ele sai atormentado à procura da esposa e a encontra na igreja com uma aparência muito calma. Ele briga, mas ela lhe diz muito desanimada que o restante das folhas estão no escritório. Por fim, ela lhe pede perdão por todos os aborrecimentos e diz que o ciúmes estragou a vida dos dois. Paulo Honório passa a noite sozinho no banco da igreja. Chegando a casa no dia seguinte, descobre que Madalena havia se suicidado. Ela havia deixado sobre a bancada uma carta de despedida para o marido, sendo que faltava uma página, justamente aquela que ele havia encontrado no chão no dia anterior. Após a morte de Madalena, D. Glória e Ribeiro deixam a fazenda. Luís Padilha se junta aos revolucionários para lutar na Revolução de 30 e também deixa São Bernardo. O juiz Magalhães é afastado do cargo e os limites da fazenda passam a ser contestados judicialmente. Com tudo isso, Paulo Honório se encontra abandonado, e com a fazenda falida.

Amargurado pelo passado e incapaz de mudar, Paulo Honório ficou então a terminar de escrever o livro onde narrava a sua vida, não tendo nem mesmo o filho, já que por ele não tinha amor.

sexta-feira, 10 de maio de 2013